Matar o mito.
Um álbum de resistência, protesto e esperança.
Sem violência, mas com rebeldia.
Molotov é uma palavra possível para "basta". Basta de miséria, basta de falta de empatia, basta de egoísmo. Mas não vamos arremessar. Vamos soltar.
3,5%. Esta é a regra mágica para um futuro mais justo para todos. É um conceito de ciência política fundamentado, que demonstra que sempre que 3,5% da população de um país protestou de forma não-violenta... o regime mudou. Sempre.
O número mágico para Portugal: 400 000 pessoas. Vamos?
Todas as letras e músicas por O Pimbaverso.
Yet Life Is Grand
Olhamos para o mundo e vemos um cenário em crise. Guerras, poluição, desigualdade, promessas vazias. E sabemos que tu também o sentes. Mas recusamo-nos a ficar por aí.
Mesmo no meio do ruído, continuamos a acreditar que a vida é grandiosa, que vale a pena vivê-la. É na nossa capacidade de resistir, de cuidar e de recomeçar que encontramos sentido, mesmo quando estamos cansados. São os pequenos gestos que mantêm a esperança viva. E é isso que te queremos dizer: mesmo quando tudo parece desmoronar, continua a lutar.
Bring Out The Tanks
Vemos este cenário de conflito — manipulação mediática, desigualdade, autoritarismo — e sentimos como o medo é usado e ampliado para nos dividir. Mas não cedemos.
Escolhemos ser uma voz colectiva de resistência, afirmar presença, união e persistência, mesmo quando a pressão é extrema. Para nós, este título é uma provocação, uma metáfora de confronto directo com sistemas que insistem em oprimir. E é essa a nossa mensagem: continuamos aqui, e acreditamos que até o sacrifício colectivo pode tornar-se semente de mudança e de paz.
Kill The Myth
Este spoken word critica a normalização da desigualdade e a ideia de que acumular riqueza extrema é sinal de mérito ou inteligência. A letra desmonta o mito do crescimento infinito num planeta finito e denuncia um sistema que valoriza o excesso enquanto muitos sobrevivem no limite. Apesar do tom provocador, a mensagem não defende violência, mas sim a desconstrução de ideias e estruturas injustas. No fundo, propõe que a verdadeira mudança começa ao abandonar crenças ultrapassadas sobre riqueza, sucesso e poder.
Narcissist Bitch (E)
Olhamos para o que foi construído antes de nós — crescimento, conforto, progresso — e não conseguimos ignorar o preço que ficou por pagar. Sentes a frustração de herdar dívida, crise ambiental e desigualdade, enquanto nos pedem paciência com um tempo que já não é nosso. Isto é um diagnóstico claro de um comportamento egoísta.
Este é o nosso grito de revolta, mas também de consciência. Porque sabemos que há um momento de ruptura a chegar — e que a responsabilização já não pode ser adiada.
Do We Disgust You?
Esta música tenta expor a vergonha e a invisibilidade sentidas por quem vive em situação de precariedade, quando confrontado ou confrontada com o olhar julgador de classes mais privilegiadas. A pergunta repetida revela a acusação, e mostra que o desconforto dos 1% nasce mais da quebra de ilusões do que de qualquer “defeito" real. Por mais que tentemos "ocupar menos espaço" e não incomodar o feudo. No fundo, é uma crítica à desigualdade social e à forma como a pobreza é vista como falha individual, em vez de consequência sistémica.
Molotov
A letra redefine “Molotov” não como objecto de violência, mas como símbolo de ruptura emocional e colectiva — um ponto de saturação onde já não é possível continuar em silêncio. Representa a libertação de dor, frustração e injustiça acumuladas, transformadas numa ideia impossível de conter. A revolta surge como recusa em aceitar o sistema, mais do que como destruição física. No fundo, é um manifesto de libertação, onde quebrar o ciclo significa romper com a passividade e afirmar um “basta” inevitável.
I Need To Live
É o contraste entre a acumulação e conforto de uns com a sobrevivência adiada de outros. Quando viver se torna um luxo empurrado para “mais tarde”. É a frustração de quem vê a sua vida suspensa entre contas, trabalho e promessas económicas que nunca se concretizam. Esta música é um reforço, um apelo básico e urgente por dignidade e tempo no presente, não apenas sobrevivência. É um grito simples por igualdade no direito de viver. Agora. Não num futuro que não vemos chegar.
Public Order
Escrevemos este poema porque sentimos a hipocrisia — sistemas que criminalizam o protesto, mas legitimam violências muito maiores quando lhes convém. A música é simples e expõe o contraste entre quem é punido por resistir e quem é protegido mesmo causando danos em larga escala.
A ideia de “ordem pública” nunca é neutra — é selectiva, moldada por quem tem o poder. A justiça não é igual para todos e muitos milhares continuam a ser... silenciados.
After Order
Há uma narrativa oficial que pede silêncio e conformidade em nome da “ordem”, enquanto ignora injustiças evidentes. Porque quando a justiça ou a verdade precisam de autorização, é porque já não existem. E o nosso silêncio acaba por validar o problema.
Em resposta, queremos resistência pacífica feita de vozes comuns, sem violência, mas firmes na recusa de aceitar o formato imposto. É um manifesto de protesto colectivo e consciente, que afirma presença e dignidade sem recorrer ao caos.
We Are Still Here
A letra funciona como um mantra colectivo de resistência e presença. Queremos afirmar que, apesar de tudo, há uma voz que não desaparece. A nossa.
Com uma estrutura quase de protesto, reforça a urgência de paz e o desejo de romper com o medo, as mentiras e o sofrimento. A repetição tenta criar uma sensação de união e persistência, como se cada voz individual se somasse a um coro maior. É uma afirmação simples mas poderosa de existência, esperança e recusa em ser apagado.
loja pimbaverso
As minhas soberbas boas-vindas à Loja do Pimbaverso, onde a Portugalidade encontra o estilo boémio.Um verdadeiro statement de cultura.
Ao comprares na loja, estás a ajudar a manter o Pimbaverso vivo, ao mesmo tempo que te veste em repimpa.Entra na loja e descobre a essência do Pimbaverso!